Pelo Brasil

Sanitarista tranquiliza foliões sobre risco de coronavírus

Boletim do Ministério da Saúde mostra que 14 pacientes são monitorados por suspeita de infecção pelo vírus


Boletim do Ministério da Saúde mostra que 14 pacientes são monitorados no Brasil por suspeita de terem sido infectados por coronavírus. Antes do meio-dia desta segunda, 16 casos eram considerados suspeitos, mas dois foram excluídos.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o país vai decretar estado de emergência pública quanto ao coronavírus, mesmo sem a confirmação de casos. Isso porque, segundo o ministro, a medida é indispensável para a repatriação dos 40 brasileiros que estão na cidade de Wuhan, na província de Hubei, região central da China.

Até o momento, o ministro descartou barrar a entrada de chineses ou de viajantes vindos da China no Brasil, como foi feito pelos Estados Unidos. "Essa é uma medida inócua, sem nenhuma eficácia comprovada", argumentou.

 

Opinião de especialista

O médico sanitarista Alexandre Chieppe, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, tranquilizou nesta segunda (3) os foliões que pretendem brincar o carnaval nos mais de 500 blocos que desfilarão pela capital fluminense este ano, em relação a riscos de contaminação pelo coronavírus: "O coronavírus hoje não é um risco em termos de transmissão para as pessoas, uma vez que não tem nenhuma evidência de que ele esteja no Brasil".

"É importante deixar claro que até este momento não há evidência de circulação do coronavírus em nenhum país que não seja a China. Os casos que nós temos importados, inclusive em outros países, são casos de pessoas que adquiriram a infecção na China", afirmou o sanitarista.

Alexandre Chieppe disse que as medidas preventivas que vêm sendo sugeridas à população pelos órgãos dos governos federal, estadual e municipal de saúde servem para diversas outras doenças de transmissão respiratória, inclusive o sarampo.

Uma das recomendações é que, quando a pessoa for espirrar, deve cobrir o nariz e a boca com a mão para não colocar eventuais micro-organismos no ambiente; outra dica é evitar, sempre que possível, locais fechados com aglomerações e pouco ventilados. "E a lavagem regular das mãos e eventual utilização de álcool gel são medidas que têm comprovadamente eficácia na prevenção de transmissão das doenças respiratórias".

O coronavírus é um vírus de transmissão respiratória, de pessoa a pessoa, explicou Chieppe. "Uma pessoa infectada pode passar o vírus para outra por meio de secreção e pelas vias respiratórias em contato com a mucosa dessa pessoa. Boca e olhos são as principais portas de entrada". Lembrou ainda que o contato com superfícies contaminadas é um fator de risco.