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Corretores aprendem a usar os dados do Plano Diretor

Mais de 100 corretores de imóveis participaram do encontro presidido pela diretora Sylvia Angelini


Mais de 100 corretores de imóveis, filiados à Delegacia Regional de Jundiaí do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci), participaram de um encontro com a diretora do Departamento de Urbanismo da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA), Sylvia Angelini. Ela foi convidada pelo Creci para detalhar e esclarecer dúvidas sobre o Plano Diretor de Jundiaí e sobre os serviços online disponíveis para emissão de documentos que facilitem o trabalho dos profissionais.

Segundo Sylvia, os corretores são parceiros muito importantes da Prefeitura para fazer a lei ser cumprida na cidade. "Os clientes confiam em vocês, por isso é fundamental fornecer a informação correta sobre as possibilidades de uso em cada imóvel da cidade, logo no início do processo. Isso é necessário para que o interessado não alimente expectativas que não poderão se realizar, segundo a lei, evitando frustração ou irregularidade urbana".

Sylvia ressalta ainda que o objetivo principal é tornar a consulta aos mapas do Plano Diretor no portal de geotecnologias GeoJundiaí um procedimento de rotina dos munícipes. "No caso dos corretores, as informações disponíveis podem valorizar seu próprio trabalho. Imagine, por exemplo, ouvir do corretor se você gostaria que seu imóvel estivesse próximo a uma ciclovia, que tivesse vegetação nativa, ou fosse um bem de valor histórico cultural? São dados que podem ser usados a favor do profissional e do cliente". 

Ainda de acordo com Sylvia, após a palestra, os corretores fizeram várias perguntas pertinentes ao final de sua apresentação. "O tema despertou interesse nos corretores, que são profissionais que atuam na outra ponta do processo, junto a seus clientes. Eles são o elo entre o Poder Público e o cidadão que precisa compreender o que está escrito no Plano Diretor. Fiquei satisfeita e acredito que os corretores entenderam sua importância no cumprimento da lei", ressaltou.

Membro do Conselho Municipal de Políticas Territoriais de Jundiaí (CMPT) e da Associação dos Moradores do Bairro Caxambu e Região, João Bosco - que também é corretor - lembrou que, no site da Prefeitura, qualquer cidadão pode consultar o GeoJundiaí para saber se uma rua se encaixa em determinada classificação viária. "O Caxambu, por exemplo, é uma zona de conservação ambiental e só pode ter residências, comércios e prestadores de serviço. Indústrias não podem se instalar no bairro", lembrou João Bosco.