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Sarampo: crianças com 6 meses já devem ser vacinadas

Cidades com casos confirmados devem iniciar a vacinação a partir dos 6 meses


O Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo encaminharam orientação, durante o final de semana, que os municípios que registram casos confirmados de sarampo iniciem a vacinação em crianças a partir de 6 meses. Desta forma, desde esta segunda, as UBSs, Novas UBSs e Clínica da Família ofertam a dose Tríplice Viral (Sarampo - Caxumba - Rubéola) para crianças entre 6 meses e menores de um ano, além da aplicação de rotina aos 12 meses e 15 meses.

A vacinação deve ser feita em crianças residentes em Jundiaí, por isso, é necessário a comprovação de endereço, seja por conta em nome dos pais, contrato de aluguel ou carta assinada pelo proprietário do imóvel. Crianças que circulam por Jundiaí, mas são de outros municípios devem ser imunizadas na cidade de origem. As doses de rotina devem ser feitas regularmente, aos 12 meses e aos 15 meses. Os demais públicos - até 59 anos -, que não sabem se estão com a imunização adequada ou que não possuem a carteira vacinal, devem procurar a sua UBS, Nova UBS ou Clínica da Família para tirar a dúvida e, se necessário, receber a vacina. As unidades de Atenção Básica ofertam as doses durante o horário de funcionamento de cada equipamento da Atenção Básica.

Sintomas

O sarampo é uma doença infectocontagiosa grave causada por um vírus (Morbilivirus), transmitida pelas secreções respiratórias. A doença voltou a circular no Brasil em 2018, a partir dos estados do Amazonas, Roraima, Pará, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas com duração mínima de três dias, podendo ocorrer lesões dolorosas na boca. Nos casos graves há o acometimento do sistema nervoso central que pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. Os riscos são maiores para os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

As pessoas nascidas a partir de 1960 devem ficar atentas à carteira de vacinação, pois até os 29 anos deve registrar duas doses contra a doença e a partir desta idade, uma dose.

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