Geral

Dia do Combate ao Colesterol tem alerta sobre riscos

No São Vicente, 90% das cirurgias cardíacas estão relacionadas ao colesterol alto


Desencadeado por fatores como tabagismo, alimentação ruim, sedentarismo, histórico familiar e tantos outros, o colesterol alto pode gerar uma série de riscos para a saúde. "Além do infarto, que é o mais comum devido ao coração ser o órgão que mais trabalha no bombeamento do sangue pelo corpo, também pode causar derrame cerebral, problema nas pernas ou isquemia mesentérica - lesão no intestino delgado devido à falta de fluxo de sangue", diz o médico cardiologista Dr. Luis Carlos Bettiati Júnior, que coordena a Unidade Coronariana do Hospital São Vicente de Paulo (HSV).

De acordo com o especialista, o colesterol é produzido pelo corpo e é essencial para produção de hormônios, como estrogênio, testosterona e cortisol e também para a metabolização de vitaminas. O risco é quando o colesterol ruim (LDL) é produzido em excesso, podendo comprometer o fluxo de sangue nas veias de todo o corpo.

"Pode formar placas de gordura na parede das artérias, dificultando a passagem ou até mesmo obstruindo de vez a passagem do sangue" explica. Nestes casos, o tratamento exige uma intervenção cirúrgica.

Em casos considerados menos graves, o tratamento é feito com medicamento. O cardiologista orienta que a prevenção é o melhor caminho, sobretudo para pessoas com predisposição para o problema e aquelas com 60 anos ou mais. "O ideal é realizar periodicamente a consulta com um médico e os respectivos exames, podendo se antecipar ao problema, evitando complicações, uma vez que o colesterol alto é uma doença silenciosa", orienta.

No HSV

Foram 144 cirurgias cardíacas realizadas no primeiro semestre deste ano no HSV. Segundo Dr. Bettiati, cerca de 90% dos casos tem alguma relação com o colesterol alto, umas vez que o infarto é uma das principais consequências.

Orientações

O acompanhamento anual é a melhor alternativa para pessoas que incluem o grupo de risco. De modo geral, o médico recomenda a prática de exercícios; alimentação rica em produtos naturais e redução de alimentos industrializados ou processados; pouca ingestão de gorduras ruins (ex.: ovos, leite e carne) e aumento no consumo de gorduras saudáveis (ex.: frutas secas, azeite e peixe).

SEE ALSO ...