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Arboviroses: antes de viajar, é importante ter atenção e cuidar da casa

Acúmulo de água pode se transformar em criadouro de mosquitos


Viajar é sempre motivo de alegria. Porém, pode se transformar em um grande problema caso não sejam tomados cuidados antecipados para evitar o acúmulo de água em recipientes que possam se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya e até a febre amarela (no caso da ocorrência urbana). Apesar de Jundiaí não registrar novos casos da doença, o período de calor e chuva é propício para a criação dos mosquitos.

De acordo com a biomédica da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Ana Lúcia de Castro, antes de viajar é necessário fazer uma verificação completa na residência. "Quem possui planta em casa, não deve deixar os pratos aparadores da água. Também não se deve deixar os ralos abertos e os vasos sanitários devem ser mantidos com as tampas sempre fechadas. No quintal, qualquer recipiente que possa acumular água deve ser retirado. Isso inclui até as lonas ou os sacos e as garrafas de bebidas. Com o período de calor intenso e chuvas, o tempo entre a postura dos ovos pelas fêmeas do Aedes aegypti até a fase de mosquito adulto é reduzido, podendo ser aproximadamente sete dias", detalha. Os cuidados também se aplicam aos apartamentos.

A biomédica também lembra que, caso as pessoas viagem para locais onde a transmissão das arboviroses esteja intensa, é necessário se prevenir das picadas, com repelentes e uso de roupas com mangas longas e calças. "Os sintomas das doenças são conhecidos: febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção, manchas vermelhas e coceira na pele. É preciso buscar o atendimento médico, pois as doenças podem levar à morte. Por isso é importante que as pessoas não deixem os mosquitos se instalarem", detalha.

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