Economia

Vendas de Natal têm melhor resultado desde 2014, mostra SPC

Pesquisa considerou as vendas a prazo entre os dias 4 e 24 de dezembro deste ano


Os brasileiros presentearam mais neste Natal, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O crescimento de 2,66%, na comparação com o ano anterior, é o melhor desempenho desde 2014.

O gasto médio do brasileiro com os presentes de Natal foi estimado em R$ 115,9. A previsão é de que a data tenha movimentado R$ 53,5 bilhões na economia.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os números refletem o clima de otimismo quanto aos rumos do país, somado à retomada da confiança do consumidor e à expectativa de melhora da economia.

 

Pelo Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) a expectativa também é positiva para 2019. O Índice registrou 94 pontos em dezembro, um aumento de quatro pontos em relação a novembro (90) e de 20 frente a dezembro do ano passado (74). Esta é a quarta alta consecutiva da pesquisa e o maior patamar desde junho de 2015, quando o levantamento registrou 100 pontos.  "Aos poucos a confiança do consumidor vai melhorando, aproximando-se do campo otimista", diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). "Isso é uma boa notícia, indica que 2019 será um ano muito bom para o consumo."

Em Jundiaí 

O presidente da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí, Elton Monteiro, observa que 2018 foi um ano difícil para a economia. Quando o Brasil dava sinais de crescimento, veio a greve dos caminhoneiros que afetou todos os setores da economia. O país praticamente parou e a famílias se viram diante de uma grande crise com altos índices de desemprego e inadimplência. Depois vieram Copa do Mundo, incertezas políticas e eleições.   "Tivemos alguns momentos de esperança e outros de desilusões. Porém, nesta reta final do ano, já vejo o otimismo retornando ao semblante dos empreendedores e consumidores", afirma. "A esperança em dias melhores ressurgiu."

VEJA TAMBÉM...