Economia

Em Davos, Guedes compromete-se a zerar déficit orçamentário este ano

Ele ressaltou que o país precisa de reformas que reduzam o gasto


A reforma da Previdência, as concessões de petróleo e as privatizações permitirão ao governo zerar o déficit orçamentário neste ano, disse nesta quarta (23) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele, no entanto, ressaltou que o país precisa levar adiante reformas estruturais que reduzam o gasto público para que essa redução seja sustentável nos próximos anos.

 

Segundo Guedes, metade dos recursos para zerar o déficit orçamentário viria da reforma da Previdência. A outra metade viria das concessões de petróleo, principalmente da camada pré-sal, e de privatizações de estatais. Ele admitiu que a meta é ousada, mas que é assim que as grandes empresas trabalham.

"Mais da metade do déficit vamos eliminar com a reforma da Previdência. Temos muitas concessões de petróleo. A outra metade disso, vamos eliminar neste ano com concessões de petróleo e uma lista imensa de privatizações. Então, em termos de dinheiro, vamos zerar o déficit este ano. Vamos trabalhar como as grandes companhias privadas, com metas ousadas", declarou Guedes.

Valores

Segundo ele, a venda de subsidiárias de duas ou três grandes estatais renderia em torno de US$ 20 bilhões, equivalente a R$ 75,3 bilhões pela cotação de venda do dólar comercial do dia. A meta de déficit primário para este ano está em R$ 159 bilhões. Ele disse que a equipe econômica pode cortar cerca de US$ 10 bilhões (R$ 37,7 bilhões pelo câmbio do dia) de subsídios, mas disse que o principal desafio será a reforma da Previdência.

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